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RESIDÊNCIA SANTA ROSÁLIA - Sorocaba-SP
ÁREAS:
Terreno..................................................... 360,00 m2
Pavimento inferior.....................................175,73 m2
Pavimento Térreo......................................167,34 m2
Total Construído......................................  343,07 m2


Trata-se de uma residência, projetado em 2008 na cidade de Sorocaba-SP.

Localizado a Rua Reverendo Henrique de Oliveira Camargo, Lt 06 QD52, no bairro de Santa Rosália -  



ISOPOR SUBSTITUE BLOCO E CERÂMICA NA CONSTRUÇÃO CIVIL


    Já ouvimos falar em casas de chocolate no conto infantil "Joãozinho e Maria". As casas de alvenaria são encontradas em todas as esquinas. As de madeira já se tornaram uma realidade até mesmo em área urbana. Mas casa de isopor? Isto sim é novidade, pelo menos aqui no Brasil, apesar de já ser utilizada há décadas em países como Itália e França.

    A "nova" tecnologia já foi experimentada em São Paulo, em prédios de até oito andares. Na Bahia, a Refran Premoldados investiu US$ 70 mil na compra da tecnologia e mais US$ 300 mil na fábrica, que agora pretende produzir casas, seguindo a tendência do mercado mundial de utilizar na construção civil elementos leves, de montagem rápida e baixo custo.

    A técnica é simples: o poliestireno expandido (EPS), mais conhecido como isopor (marca registrada da Basf), é aplicado no lugar do bloco ou cerâmica para a confecção de lajes (a chamada laje treliçada), na construção de paredes, através do painel monolítico, como forros, além de substituir a brita na produção do concreto leve. O uso do EPS pode reduzir o custo final da obra em até 40% , com a garantia de segurança e conforto, já que é isolante térmico e acústico. "Ele não propaga chamas no caso de incêndios, não absorve umidade, não sofre ataque de fungos e cupins e nem apodrece", diz Hailton Costa, proprietário da Refran

    A chamada laje treliçada, confeccionada usando blocos de EPS, é uma alternativa à laje maciça (toda feita em concreto, de custo alto e muito pesada) e à volterrana (condenada na Europa porque o concreto não adere ao bloco cerâmico). Além disso, o novo sistema é mais leve (1,3 kg por m2) , pode atingir vãos de até 17 metros, suporta sobrecarga útil de até 1000 kg/m2 e tem um tempo de montagem menor.

    O forro de EPS, constituído por placas de poliestireno revestidas com resina acrílica e apoiadas sobre estrutura de perfis metálicos, tem como uma de suas funções o isolamento térmico. "O forro contribue para a economia de energia porque garante 30% a mais de rendimento nos aparelhos de ar condicionado", destaca Hailton Costa. O isolamento acústico, leveza e durabilidade são outros benefícios desse tipo de forro.

    Já o painel monolítico, usado para a construção de paredes, tem como aspectos favoráveis a segurança e economia. Ele é mais resistente do que o bloco porque o EPS é revestido por telas de aço dos dois lados (como um sanduíche), sendo 30% mais barato que a parede tradicional. Segundo o engenheiro, como o painel é pré-fabricado, basta depois colocar um centímetro de argamassa para o reboco, acabando com o desperdício na construção. "A sofisticação é tão grande que dentro de seis meses será possível transferir casas de um lugar para outro; é só colocar em cima de um caminhão".

    O sistema pode ser uma alternativa para o problema do déficit habitacional brasileiro, que chega a 5,5 milhões de unidades, já que a utilização dos painéis em programas de habitação popular pode representar uma economia de 50%. "Uma casa com 36m2 com conforto térmico, acústico e laje, pode custar cerca de R$ 5 mil, enquanto que pelo sistema convencional esse valor seria, no mínimo, o dobro". As casas ainda têm a vantagem de serem anti-sísmicas. Hailton informou ainda que o uso do EPS é calculado por três programas de computador, de acordo com as regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Uma casa que é feita de isopor, do chão ao teto
17/07/2005
Jacqueline Costa

Morar numa casa feita com isopor do teto ao chão, no lugar dos tradicionais tijolos, parece uma idéia incrível? Pois a tecnologia, criada há três décadas na Itália e que já não é novidade na França, na Inglaterra e nos Estados Unidos, está cada vez mais presente por aqui. O arquiteto carioca Cláudio Aguiar já fez mais de dez construções com placas de poliestireno expandido (EPS), mesmo material usado em peças como maquetes de escola, caixas para conservar cerveja gelada, entre outras.

Em geral, quem opta pelo sistema está de olho no custo que, em média, tem redução de 15% e em outro item fundamental para quem resolve construir: rapidez. Esse sistema pode fazer a duração da obra cair pela metade, já que o material é leve e de fácil manuseio. E foi justamente essa rapidez que fez com que a atriz Patricia França escolhesse o isopor para erguer sua casa, no Recreio:

— Como eu queria me mudar rapidamente, nem pensei duas vezes quando foram apresentadas as vantagens do sistema. A obra ficou pronta em dez meses.

Com desconfiança e alguma resistência

Em Itaipava, um imóvel de 400 metros quadrados levou apenas sete meses para ser construído. Se tivesse sido feito da maneira convencional, a duração seria de, no mínimo, 14 meses. Dono da casa, o jornalista Celso Knoedt lembra que, de cara, resistiu à idéia.

— Antes de decidir, visitei um projeto pronto, bati nas paredes, examinei o acabamento e me convenci de que o isopor era confiável. Devido ao tamanho dos painéis, o resultado é muito mais homogêneo do que numa construção de tijolos, sujeita a todo tipo de imperfeições.

Para Knoedt, o isolamento térmico-acústico proporcionado pelo isopor foi fundamental na escolha.

— Quando ocorre aquela queda brusca de temperatura, à noite, as paredes mantêm o interior aquecido. Se hoje tivesse que construir uma nova casa, optaria novamente por esse sistema, sem hesitar.

Segundo Aguiar, foram realizados o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo, comprovou que a variação de temperatura interna fica, no verão, abaixo do que é considerado a temperatura máxima de conforto e, no inverno, acima da mínima.

A placa de EPS fica entre telas de aço soldadas com ferro, cujo diâmetro varia em função do peso e do número de andares da construção. Sobre o isopor e as telas de aço são aplicadas camadas de microconcreto especial. Toda a parte elétrica e hidráulica é feita, antes da concretagem, com um revólver de ar quente que queima o EPS e abre canaletas, onde são instalados os canos e os fios. Sem quebra-quebra.

Não é necessário contratar pedreiros especializados. Aguiar diz que com um rápido treinamento no próprio local da obra, bons profissionais ficam aptos a trabalhar neste tipo de construção. A mão-de-obra é reduzida. Armador de ferro e carpinteiro de fôrma, por exemplo, são dispensáveis. Além disso, numa casa de isopor, poeira é coisa do passado, assim como o desperdício de materiais. Todos os painéis são feitos sob medida e podem atender a qualquer tipo de projeto arquitetônico.

Na opinião do presidente do Conselho Regional de Engenharia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), Reynaldo Barros, entretanto, o sistema de construção pode aumentar o risco de incêndio. Aguiar rebate, lembrando que foram realizados testes com pedaços de paredes prontos num forno a 700 graus:

— Concluiu-se que o EPS não propaga chamas por estar envelopado por concreto e que não há liberação de gases tóxicos.

A seguir, mais detalhes sobre construções com placas de EPS:

ACABAMENTO: As paredes e o chão podem receber todo tipo de acabamento.

CUSTO: A redução fica em torno de 15%. Segundo o arquiteto, o preço da parede de alvenaria convencional pronta, incluindo o material e a mão-de-obra, sai por R$ 95 o metro quadrado. Já a feita com isopor custa em torno de R$ 80.

ESTRUTURA: Vigas e pilares de concreto são dispensáveis nesse tipo de construção, já que é a tela de aço que dá sustentação às placas de isopor. A parede é autoportante (tem rigidez suficiente para sustentar-se).

LIMPEZA: Praticamente não há entulhos e material excedente.

PAREDES: Os painéis de isopor têm sete centímetros de grossura. Depois de revestidos de concreto, ficam com a mesma espessura das paredes de alvenaria tradicional, ou seja, com cerca de 14 centímetros.

PESO: A parede pesa 45% da carga da alvenaria de concreto e 30% da alvenaria de tijolo de cerâmica.

Fonte: Jornal O Globo, Morar Bem.